Smartwatches: benefícios e riscos na cardiologia

Cada vez mais presente na saúde, a tecnologia é uma aliada em diversos campos de atuação, auxiliando tanto profissionais de saúde, quanto pacientes. É o caso dos smartwatches – relógios que, entre outras coisas, permitem o monitoramento de sinais vitais. Mas qual é o limite de seu uso? Existe algum risco na utilização desses dispositivos? Confira no texto abaixo.

O que são smartwatches?

Smartwatches – ou relógios inteligentes – são relógios digitais que apresentam diversas funções, como realizar pagamentos, ler e enviar mensagens e receber e-mails. Na saúde, entretanto, esse tipo de wearable device (dispositivo vestível, em tradução livre) tem sido utilizado na área da saúde para o monitoramento de pacientes.

Os smartwatches na saúde

Aferimento de temperatura corporal e batimentos cardíacos, níveis de estresse, oxigenação e informações sobre atividades físicas são alguns dos recursos disponibilizados por esses dispositivos para o monitoramento de saúde. 

Cada vez mais utilizados pela população em geral, os wearables surgem como um auxílio à equipe médica, pois revolucionam a forma como monitoramos e cuidamos da saúde – especialmente a do coração. Com suas funcionalidades e a capacidade de fornecer dados em tempo real, eles têm o potencial de melhorar a qualidade de vida dos pacientes e facilitar o trabalho dos profissionais de saúde, pois permitem um acompanhamento mais preciso e personalizado da saúde do coração.

Cuidados ao utilizar os smartwatches

Apesar dos benefícios dos devices, pesquisas indicam que alguns cuidados precisam ser tomados na utilização desses aparelhos, especialmente entre os pacientes com alguma doença cardiovascular. Confira os principais pontos de atenção:

1. Pacientes com aparelhos eletrônicos cardíacos

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Utah, nos Estados Unidos, foi publicada na revista Heart Rhythm em 2023. No estudo, pesquisadores aplicaram correntes elétricas quase imperceptíveis, semelhantes às emitidas pelos smartwatches, em pessoas que utilizavam dispositivos de monitoramento cardíaco, como marcapassos, ressincronizadores e cardioversores-desfibriladores implantáveis.

As simulações realizadas pelos cientistas causaram interferência com valores que excedem os limites definidos pela norma ISO 14117 em todos os fabricantes e dispositivos testados e, por esse motivo, o uso dos devices não foi recomendado para pacientes que utilizam os dispositivos eletrônicos implantáveis ​​cardíacos (DCEIs), pois podem resultar em interrupções dos aparelhos ou choques cardíacos.

2. Precisão em relação à fibrilação atrial

O Journal of the American College of Cardiology (JACC) publicou uma revisão realizada com relógios capazes de monitorar a frequência cardíaca, utilizados durante um teste ergométrico em esteira. Dos 81 pacientes, 65% eram mulheres e 25% possuíam Fibrilação Atrial. Durante o teste, os resultados mostrados pelos dispositivos foram comparados com os resultados apresentados por um monitor de eletrocardiograma padrão-ouro.

O resultado apresentado mostrou que os wearable devices superestimaram em 62% e subestimaram em 25% a frequência cardíaca dos participantes. A diferença mais expressiva foi analisada nos pacientes com F.A. Por esse motivo, os números apresentados pelos relógios devem sempre levar em consideração a limitação dos dispositivos, e serem analisados de acordo com outros fatores e sintomas.

Devo recomendar smartwatches para os meus pacientes?

Como qualquer tecnologia, o uso desse tipo de aparelho precisa ser feito com cuidado, analisando sempre os fatores externos e a integralidade da saúde de cada usuário. É importante ressaltar que os smartwatches devem ser utilizados como uma ferramenta de apoio, não substituindo os exames cardiológicos como o eletrocardiograma, por exemplo, e sempre com o acompanhamento profissional.

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